05/08/2020

Bernardo Ramos, a rua que guarda os mais vivos traços da Manaus do passado

Rua Bernardo Ramos, no centro histórico de Manaus

Registros históricos indicam que a cidade de Manaus começou na Ilha de São Vicente, com a construção do Forte de São José da Barra do Rio Negro. O pequeno povoado cresceu, se transformou em vila, depois cidade e hoje é uma metrópole de mais de 2 milhões de habitantes. Um pouco desse passado pode ser resgatado na Rua Bernardo Ramos, uma das mais antigas de Manaus e para muitos, uma das mais bonitas também.

Localizada na Ilha de São Vicente, ao lado do Museu da Cidade de Manaus e da Praça Dom Pedro II, inicialmente foi chamada de Rua São Vicente. Depois mudou de nome em homenagem a Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, político e comerciante, um dos fundadores do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas). Ele foi dono de uma coleção de moedas que contava com mais de 10 mil peças. Atualmente, você pode apreciar toda a coleção no Museu de Numismática Bernardo Ramos, que integra o Centro Cultural Palacete Provincial, localizado na avenida Sete de Setembro.

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A rua foi a primeira a ser urbanizada na cidade. Hoje, o toque nostálgico da via começa pelo seu calçamento, todo feito em pedra. Frondosas árvores ocupam as calçadas e um casario antigo ladeia a rua.

É na Bernardo Ramos que estão as duas casas consideradas as mais antigas de Manaus, as de números 69 e 77, que hoje abrigam o Centro Cultural Óscar Ramos. É também nesta rua que está a Loja Maçônica Esperança e Povir, a mais antiga de Manaus.

Também merece destaque a sede do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas) que tem a frente na Bernardo Ramos e os fundos para a rua Frei José dos Inocentes.

Outro prédio icônico é o antigo Hotel Cassina, que está sendo recuperado pela Prefeitura de Manaus. Construído pelo italiano Andrea Cassina no período áureo da borracha, está localizado entre as ruas Bernardo Ramos e Governador Vitório, na Praça Dom Pedro II (antiga Praça da República). Com o declínio da economia da borracha, o local passou a ser chamado de pensão e posteriormente, Cabaré Chinelo. Há mais de meio século que o prédio está reduzido a condição de ruínas, existindo apenas as quatro paredes e parte das armações de ferro.

Rua Bernardo Ramos, no centro histórico de Manaus

Rua Bernardo Ramos, no centro antigo de Manaus

Hotel Cassina, na rua Bernardo Ramos, em Manaus

 

Quem foi Bernardo Ramos

Filho de Manoel da Silva Ramos, fundador da imprensa na capital do Amazonas, e Jesuína Maria de Azevedo da Silva Ramos, perdeu o pai ainda menino, indo trabalhar na agência dos Correios da cidade.

Exerceu diversos cargos públicos a partir dos 21 anos, sendo eleito Intendente Municipal (Vereador). Viajou pela Europa e Oriente Médio, percorrendo a Palestina e o Egito, adquirindo conhecimentos de diversas línguas, entre as quais a língua hebraica, a língua fenícia e o sânscrito, o que lhe permitiu a leitura de diversas moedas.

Comerciante, Bernardo Ramos foi fundador e presidente da Associação dos Proprietários de Manaus. Foi ainda fundador do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (25 de março de 1917) e um dos fundadores do Clube Republicano do Amazonas. (Fonte: Wikipédia)

 

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