Roteiro de 1 dia em Manaus: o que não pode faltar

Do Mercado Adolpho Lisboa ao pôr do sol na Ponta Negra, passeio reúne arquitetura, gastronomia, cultura e algumas das melhores paisagens da capital amazonense

Manaus e o seu principal cartão postal: o Teatro Amazonas. Foto: Divulgação

Conhecer Manaus em apenas um dia exige escolhas. Para quem visita a capital amazonense pela primeira vez, uma boa estratégia é concentrar a manhã no Centro Histórico. Ali, boa parte das atrações pode ser conhecida a pé.

O roteiro começa cedo, entre 7h e 8h, no Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Depois, segue pela área onde Manaus nasceu, a Praça Dom Pedro II e rua Bernardo Ramos. O percurso chega ao Mirante Lúcia Almeida antes do almoço.

À tarde, o visitante conhece o Teatro Amazonas e o Largo São Sebastião. No fim do dia, deixa o Centro em direção à Ponta Negra, para acompanhar o entardecer diante do rio Negro.

7h30 — Mercado Adolpho Lisboa

O ponto de partida é um dos símbolos da ligação de Manaus com o rio Negro: o Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

Inaugurado em 1883, o mercado é um dos principais exemplares da arquitetura de ferro da cidade. Sua construção teve inspiração europeia, especialmente no antigo mercado Les Halles, de Paris.

Vale chegar cedo. É nesse horário que o visitante encontra um pouco da rotina do manauara e uma enorme variedade de produtos amazônicos.

Peixes, frutas, farinhas, tucupi, castanhas, ervas, temperos e artesanato ajudam a apresentar a Amazônia pela gastronomia e pelos sentidos.

O mercado abre às 6h. De segunda a sábado, funciona até as 17h. Aos domingos e feriados, fecha às 13h. A entrada é gratuita.

Reserve entre uma hora e uma hora e meia para a visita.

9h — Praça Dom Pedro II e Museu da Cidade

Do mercado, o passeio avança pelo Centro Histórico em direção à Praça Dom Pedro II. É uma caminhada que permite observar a transformação arquitetônica dessa parte de Manaus.

A praça está na área mais antiga da cidade e guarda alguns dos principais testemunhos da Manaus dos séculos XIX e XX.

Um deles é o antigo Paço da Liberdade, que abriga o Museu da Cidade de Manaus. O edifício começou a ser construído em 1874 e já foi sede dos governos provincial e republicano.

Hoje, o museu ajuda a contar a história da capital por meio de seu patrimônio histórico e arqueológico. A visita é gratuita. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

A própria Praça Dom Pedro II merece alguns minutos sem pressa. Observe os casarões e prédios históricos do entorno, além do belo chafariz e coreto de ferro. É um dos conjuntos urbanos que melhor ajudam a compreender a Manaus construída durante o período de prosperidade da borracha.

10h30 — Uma caminhada pela Bernardo Ramos

Da Praça Dom Pedro II, o roteiro continua a pé pela rua Bernardo Ramos.

A via está ligada às origens de Manaus e é considerada uma das ruas mais antigas da cidade. Foi também a primeira a ser urbanizada e oficializada como via. Originalmente, chamava-se rua São Vicente.

Mais do que chegar rapidamente ao próximo destino, vale caminhar devagar.

A Bernardo Ramos é uma rua de paralelepípedos que reúne casarões antigos, fachadas históricas e diferentes camadas da ocupação urbana do Centro. Tem as casas mais antigas da cidade, que hoje abrigam o Centro Cultural Óscar Ramos.

11h — Mirante Lúcia Almeida

A caminhada pela Bernardo Ramos leva ao Largo de São Vicente e ao Mirante Lúcia Almeida.

O complexo foi construído diante do rio Negro e possui mais de 5 mil metros quadrados de área construída. A estrutura vazada privilegia justamente aquilo que Manaus tem de mais monumental: a paisagem do rio.

É hora de diminuir o ritmo, procurar um bom ponto de observação e contemplar o rio Negro. Desça até o Pier 355 e fique bem pertinho do rio.

A paisagem também permite entender uma característica essencial de Manaus: apesar de ser uma metrópole com mais de dois milhões de habitantes, a cidade continua profundamente ligada às águas.

12h — Almoço com sabores amazônicos

O almoço pode ser incorporado ao próprio passeio.

Uma alternativa é permanecer na região do mirante e escolher uma das opções gastronômicas instaladas no complexo.

Outra possibilidade é seguir para o Restaurante Caxiri Manaus, próximo ao Teatro Amazonas. A localização é estratégica porque deixa o visitante praticamente no ponto de partida do roteiro da tarde.

A proposta é aproveitar o almoço para experimentar ingredientes amazônicos. Peixes regionais, farinha, tucupi, jambu, castanhas e frutas da floresta aparecem em diferentes interpretações da culinária local.

Reserve cerca de uma hora e meia para o almoço.

14h — Teatro Amazonas

Depois do almoço, chega a hora do monumento mais conhecido de Manaus.

O Teatro Amazonas foi inaugurado em 1896 e permanece como o maior símbolo arquitetônico do período áureo da borracha. A visita ao interior revela uma construção muito mais rica do que a famosa fachada e sua cúpula colorida fazem imaginar.

Salão nobre, pinturas, lustres, escadarias e detalhes decorativos ajudam a reconstruir a ambição de uma Manaus que, no final do século XIX, buscava referências nas grandes cidades europeias.

A recomendação é fazer a visita interna, e não apenas fotografar o teatro pelo lado de fora.

15h30 — Largo São Sebastião

Ao sair do teatro, não é necessário pegar carro. O próximo passeio está literalmente diante dele.

O Largo São Sebastião concentra casarões, espaços culturais, restaurantes, bares e a Igreja de São Sebastião, inaugurada em 1888.

No centro da praça está o Monumento à Abertura dos Portos. Outro detalhe chama imediatamente a atenção: o desenho ondulado do calçamento português.

O piso foi instalado no fim do século XIX e reproduz um padrão existente na Praça Dom Pedro IV, o Rossio, em Lisboa.

É um bom momento para tomar um café – a Casa Monsenhor é uma boa pedida -, provar um sorvete de frutas amazônicas ou simplesmente sentar diante do teatro.

Não deixe também de visitar o Centro Cultural Palácio da Justiça, que fica nos fundos do Teatro Amazonas.

17h — Rumo à Ponta Negra

Depois de praticamente todo o dia caminhando, chega a hora de deixar o Centro Histórico.

O destino final é a Praia da Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus. Nesse trecho, o melhor é usar carro, táxi ou transporte por aplicativo.

Procure chegar antes do pôr do sol.

17h30 — Pôr do sol na Ponta Negra

A Ponta Negra oferece um encerramento completamente diferente da primeira metade do roteiro.

Depois dos mercados, casarões, museus e monumentos do Centro, o cenário passa a ser dominado pelo rio Negro.

A orla permite caminhar, descansar e observar o movimento de embarcações. Dependendo da época do ano e do nível do rio, a faixa de praia muda bastante.

O melhor espetáculo, porém, independe de ingresso.

É o pôr do sol sobre o rio Negro.

Quando o céu começa a mudar de cor e as luzes da orla se acendem, Manaus apresenta outra de suas faces. É um encerramento adequado para um roteiro que começou pela manhã em um mercado histórico às margens do mesmo rio.

Em poucas horas, o visitante percorre mais de um século de arquitetura, conhece sabores amazônicos, atravessa a área onde Manaus começou e termina diante da imensidão do rio Negro.

É um dia que ajuda a entender a cidade por três elementos inseparáveis: história, floresta e águas.

Tags: Manaus, turismo em Manaus, roteiro em Manaus, Centro Histórico, Mercado Adolpho Lisboa, Praça Dom Pedro II, Museu da Cidade de Manaus, rua Bernardo Ramos, Mirante Lúcia Almeida, Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Ponta Negra, Amazonas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *