Novo Airão: como ver o boto cor de rosa

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O passeio para conhecer os botos cor de rosa de Novo Airão é oferecido por várias agências de turismo em Manaus, geralmente em pacotes que incluem outras atividades turísticas. Mas neste post vamos dar as dicas para quem quer ir de carro, por conta própria, conhecer essa atração turística do município que está localizado a 195km de Manaus.

O acesso é pela estrada Manoel Urbano (BR-319), que está sendo duplicada. Leia mais detalhes aqui.

Ao chegar em Novo Airão não tem erro. A cidade é pequena e você deve acompanhar as indicações para o terminal turístico (porto), de onde se avista placas de orientação para o flutuante dos botos.

No local, há uma área para estacionamento improvisado em frente à casa de um morador que cobra uma taxa por carro. O flutuante fica na praia, que você acessa por uma escada de madeira.

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O flutuante onde é possível tocar nos botos cor de rosa. Fotos: Tereza Cidade

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Agora há normas para o contato dos turistas com os botos.

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Antes de se tornar ponto de visitação, o flutuante funciona como restaurante.

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Esculturas de botos em madeira.

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Uma instrutora treinada mantém contato com os animais.

Antes era permitido nadar com os botos, mas hoje isso não é mais possível. Você pode apenas tocá-los no momento em que são alimentados.

O contato dos grupos de turistas com os botos é feito em horários determinados. Antes de seguir para a plataforma de acesso ao rio, uma orientadora faz uma rápida apresentação sobre a história do local, com informações e curiosidades sobre esse mamífero da água doce.

Depois, você segue a orientadora para acompanhar a alimentação dos animais, que vivem soltos no rio. Brincalhões, os botos ficam na posição vertical para apanhar os peixes e fazem a alegria dos visitantes, que podem tocá-los.

História

Os botos cor de rosa se transformaram em atração de Novo Airão pela ação de Dona Marilda, proprietária do flutuante onde antes funcionava um restaurante. Ela e os filhos começaram a alimentar os botos, abundantes na região, que passaram a visitar o local diariamente em busca da alimentação fácil.

Os animais passaram a interagir com a família, que nadava e brincava com eles. Se transformaram na principal atração do restaurante e depois da cidade, chamando a atenção da imprensa e ganhando projeção nacional e internacional.

Hoje, o local é um ponto de observação dos botos e está sob o cuidado dos órgãos de proteção ambiental.

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Os botos se aproximam para se alimentar.

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Os visitantes ficam próximos aos animais, sempre acompanhados por um instrutor.

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Não é mais permitido nadar, apenas tocar nos animais.

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Em muitos momentos, os botos ficam com quase todo o corpo fora da água.

A lenda do boto

Uma das mais conhecidas lendas amazônicas é a do boto. Conta a lenda que nas noites de lua cheia, o boto cor-de-rosa se transforma em um rapaz atraente, de belo porte físico.

Sempre com um chapéu na cabeça e bem vestido, ele visita as comunidades próximas ao rio para encantar e seduzir as moças bonitas. Após engravidar a mulher, volta a se transformar em boto. Por isso, entre os ribeirinhos, quando uma mulher aparecia grávida e não se sabia quem era o pai, dizia-se que o filho era do boto.

 

 

Serviço:

Flutuante dos botos em Novo Airão

Preço do ingresso: menores de 10 anos, R$ 7,50; 11 a 59 anos, R$ 15; maiores de 60 anos, R$ 7,50.

Horário de funcionamento: todos os dias, de 9h às 17h

Horário de alimentação dos botos: 9h, 10h, 11h, 12h, 14h, 15h, 16h e 17h

2 thoughts on “Novo Airão: como ver o boto cor de rosa”

  1. wileson da Silva Nunes disse:

    Parabeis vocês estão fazendo um otimo trabalho, protegendo os nossos bototos que estão ameaçados de extinção, por causa dos seus olhos que atrai muito ois interessados pelos seus olhos. Parabeis por este trabalho.

  2. Mirtes disse:

    Só que quem batizou com o nome de boto cor de rosa foi Jacques Cousteau, que não entendia nada de boto e nem de literatura e fauna amazonenses. Daí, ele botou o nome e os bestas daqui copiaram achando, quem sabe, que era chique. Mas, não é. Chique é dar valor às nossas tradições e, nelas, há dois botos, o tucuxi e o vermelho. Nenhum cor de rosa, pois não é a cor que o denomina, desculpe Cousteau, é a valorização aos nossos costumes.

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