06/11/2019

Serra da Estrela, um roteiro por aldeias históricas e paisagens naturais até o topo de Portugal

O belo tom amarelo-avermelhado do outono, na Serra da Estrela. Fotos: Marcos Santos/Tereza Cidade

Picos altos, vales profundos, lagoas, glaciares, vistas deslumbrantes, aldeias históricas e castelos medievais. A Serra da Estrela, na região das Beiras, em Portugal, concentra uma grande riqueza, em termos históricos, geográficos e culturais. Apesar de tantas belezas e da consagração mundial, principalmente por causa do queijo de ovelha, ainda é um destino pouco explorado pelos brasileiros que viajam para as terras lusitanas.

Lá tudo é grandioso: é a mais alta cadeia de montanhas de Portugal e abriga a maior área protegida do país, o Parque Natural Serra da Estrela; possui as principais nascentes hidrográficas (Mondego, Zêzere, Alva); os principais vestígios de antigos glaciares; e o ponto mais elevado do continente, a Torre, que se eleva a quase 2.000 metros de altitude.

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A Serra da Estrela se apresenta diferente ao visitante, conforme as estações do ano. Portanto, o mês da sua viagem tem influência direta no que você vai ver ou poderá fazer. Na primavera o colorido das flores dá um toque especial ao cenário e no verão o verde domina as colinas, períodos ideais para as atividades ao ar livre, principalmente para quem quer praticar trekking.

Andar pelas estradinhas da Serra, com o colorido do outono.

Os tons dourados também dominam as colinas da região…

…criando uma paleta de cores impressionante.

O ambiente bucólico, com ovelhas e pastores nos campos.

O topo da Serra da Estrela, a 1.995 metros.

No outono, os múltiplos tons do dourado ao avermelhado dominam suas colinas e vales. As folhagens das árvores  colorem as pequenas estradas que cortam a região. É uma estação bela, com temperaturas que varia de 1º a 18º, podendo ocorrer alguma precipitação de neve nas regiões mais altas, mas nada que atrapalhe circular de carro. No inverno, alta temporada na região, a paisagem fica branca pela neve e os esportes de inverno predominam.

O local mais visitado da Serra da Estrela é a torre de 7 metros, construída em 1807, no ponto máximo da Serra da Estrela, a 1.995 metros, em Torres. Próximo a área fica um conjunto de lagoas, geralmente de origem glaciária, único no país.

Entre os passeios pela região está a rota dos vales glaciários da Serra da Estrela. O Vale Glaciar do Zêzere, o de maior dimensão da Serra da Estrela – tem 13km de extensão -, próximo a Manteigas, é impressionante.
 Por uma estrada que circunda o vale é possível ver a cúpula das montanhas, com o vale abaixo e os depósitos deixados pelo gelo em movimento.

 

O Vale do Zêzere tem um formato em U, resultado da ação dos glaciares.

A estradinha que contorna o Vale do Zêzere, oferecendo uma paisagem deslumbrante.

Detalhe dos picos glaciares.

As estradas que vão contornando as colinas.

A presença do homem, mesmo em um lugar aparentemente tão isolado.

 

Onde ficar e comer

Na Serra da Estrela há várias cidades que servem de base. Manteigas (313km de Lisboa), Covilhã (279km), Guarda (319km), Belmonte (296km) e Linhares (332km) são as mais indicadas.

Há uma boa oferta de hotéis e pousadas, de preços variados, mas a Serra da Estrela é um local em que investir em uma boa hospedagem vale a pena. Uma das sugestões é a Casa das Penhas Douradas Design Spa, um hotel de charme com uma arquitetura típica das montanhas, localizada a 1.500 metros de altitude, em Manteigas. Foi construído com materiais naturais como, a cortiça, que reveste e isola exteriormente um dos edifícios, e a madeira de bétula, que o reveste interiormente.

Outra dica é a Pousada Convento de Belmonte, que faz parte da rede Pousadas de Portugal. O hotel fica situado numa encosta da Serra da Esperança, a pouco mais de 1 km da vila de Belmonte, e surgiu da recuperação das ruínas do antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança, que preservou integralmente a herança histórica do convento.

Na gastronomia não deixe de experimentar o famoso queijo da serra, o cabrito e cordeiros assados ou a truta grelhada. (veja post Sabores de Portugal).

A Casa das Penhas Douradas, com sua típica arquitetura de montanha.

 

Belmonte

Belmonte é a cidade onde nasceu Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil em 1500. É dominada pelas ruínas parcialmente restauradas do castelo onde morou a família Álvares Cabral. Ao lado tem uma réplica da cruz de madeira usada na primeira missa em solo brasileiro e na frente duas pequenas capelas, a de Santo Antônio e do Calvário.

Castelo onde morou a família Álvares Cabral, em Belmonte.

 

Sortelha

Sortelha é uma vila medieval com tudo a que tem direito: muralha, ruínas de um castelo, casas e ruas de pedra, igrejas e pequenos restaurantes. A entrada é por uma majestosa porta ogival, denominada de Porta da Vila ou da Entrada, que leva ao Largo do Corro. No ponto mais alto, fica a Torre do Castelo, de evidente caráter militar.

Sortelha é uma vila medieval com um castelo em ruínas.

 

Trancoso

Trancoso faz parte do roteiro de aldeias históricas de Portugal e pertence ao Distrito de Guarda. O centro histórico é cercado por grandes muralhas, onde se abre a Porta d’El Rei, construída em homenagem ao rei D. Dinis, que casou em Trancoso com Isabel de Aragão, em 1282. Os principais monumentos são o pelourinho, o castelo e a Igreja de São Pedro.

Área central de Trancoso.

Portugal, enfim, se revela cheio de surpresas, oferecendo o melhor custo benefício europeu neste momento de crise econômica no Velho Continente. Para saber mais leia também:

Portugal: bom, bonito, barato e falando a nossa língua

Sabores de Portugal

Amazonas e mais: outros destinos

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