25/06/2019

Estados Unidos: bate-volta de Las Vegas ao Grand Canyon

Atualizado em 19/06/2018

Você está em Las Vegas e quer aproveitar a oportunidade para conhecer o Grand Canyon National Park? Bem, aqui vão as dicas:

Grand Canyon South

Dizem que a parte mais bonita do Grand Canyon é a South Rim, a mais de 400km de Las Vegas. Pela distância, não recomendo bate-volta de carro já que você passaria mais tempo na estrada do que curtindo o parque. Mas se você quiser encarar, sugiro as excursões com duração de 12 horas, das quais três rodando pelo parque. Custam, em média, US$ 229 por pessoa.

Grand Canyon West

Para quem quer sentir o gostinho das paisagens estonteantes do parque, fazendo bate-volta a partir de Las Vegas, o West Rim – Hualapai Nation, a duas horas de carro, atende bem as expectativas, mesmo estando fora dos limites do Grand Canyon National Park.

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Saindo de Las Vegas rumo ao Grand Canyon West. Fotos: Tereza Cidade/Marcos Santos.

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São duas horas de estrada.

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Hotel próximo a represa Hoover Dam, que pode ser visitada.

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A beleza árida ao longo da estrada.

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Depois de seguir pela estrada vicinal, você chega nesse ponto e vira à direita, seguindo a indicação da placa, até a entrada do Grand Canyon.

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A Diamond Bar Road, estrada cênica que leva ao Grand Canyon.

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As formações rochosas começam a aparecer na estrada.

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Paredão de pedra contornado a via.

Há várias excursões para o Grand Canyon West – duram em média 10 horas e custam cerca de US$ 239 – mas colocar o pé na estrada é uma grande experiência. Aliás, o aluguel de carros em Las Vegas é um dos mais baratos do país, consegui diárias a US$ 10 via internet (consulte os sites Kayac ou Rental a Car). É claro, se incluir um bom seguro, o valor sobe um pouco.

Já na estrada, em cerca de 30 minutos, você vai passar pela Hoover Dam, a hidrelétrica responsável pelo abastecimento de energia de toda Las Vegas. O local, aberto à visitação, é uma grande obra de engenharia, valendo a pena parar para ver. No nosso caso, vamos ficar devendo a visita, que não deu para fazer.

Las Vegas está no meio de um deserto e a estrada mostra bem isso. São poucas as cidades ao longo do caminho. Mesmo usando o GPS você tem que ficar atento. Saindo de Las Vegas, após mais de uma hora de estrada, você tem que pegar uma via à esquerda, seguindo a indicação de uma placa com o nome Grand Canyon, mas isso não aparece no instrumento. Explico: coloquei no GPS o endereço que consta no site oficial do Park, mas ele leva a uma cidade que fica uma hora depois da entrada para o Grand Canyon, portanto, toda atenção é pouca.

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Área do estacionamento. A tenda branca ao fundo é o local onde se compram as entradas para o Grand Canyon West.

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Você pode contratar helicópteros para voos panorâmicos.

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Dentro da tenda são vendidos souvenirs do Grand Canyon feitos pelos hualapais.

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Após comprar as entradas, um ônibus leva para o primeiro ponto de observação, o Eagle Point.

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A cultura indígena presente em vários momentos do passeio.

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Os canyons podem ser observados sob vários ângulos.

Os mais corajosos ficam à vontade para chegar à beira do precipício.

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A Skywalk é uma passarela de vidro que se projeta sobre o canyon. Foto: Divulgação.

 

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Os visitantes andam sobre a passarela, com uma visão privilegiada do canyon.

Depois de fazer esse desvio, você pega uma estradinha que segue até o parque. Uma placa indica o caminho e você encara mais alguns quilômetros numa bela estrada panorâmica, a Diamond Bar Harbor.

Visitar o Grand Canyon não é barato. Você compra os ingressos em uma loja da Hualapai Nation. A entrada dá direito a visitar o Eagle Point e o Zuano Point, mas a grande atração é a Skywalk, uma passarela de vidro por cima do canyon. O tíquete, com tudo incluído, custa mais de US$ 80 com as taxas. Para consultar preços clique aqui.

Depois de adquirir os tíquetes você embarca em um ônibus que te leva ao Eagle Point, onde fica a Skywalk. Para andar na passarela de vidro você tem que deixar bolsas, mochilas e equipamento fotográfico (sim, não é permitido fazer foto lá. Se você quiser fotos dessa experiência vai ter que pagar por elas). Depois, você coloca um protetor de calçados e está liberado.

Ao entrar na passarela a primeira impressão que você tem, principalmente se não é muito fã de altura, é de insegurança. Só aquele chão de vidro separando você daquele precipício, sei não. Os primeiros passos você dá se segurando no corrimão e andando pelas laterais, onde fica a estrutura metálica. Depois, mais confiante, você já se arrisca a andar pelo meio da passarela, olhando pelo fundo de vidro, e se debruçando no corrimão. No local, há fotógrafos se oferecendo para registrar aquela pose com o Grand Canyon ao fundo.

O Zuano Point, outra atração do Grand Canyon West.

O Colorado River cruza o canyon.

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Os mais dispostos, encaram a subida no monte para uma panorâmica do local.

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Fauna e flora com a beleza do Grand Canyon ao fundo.

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Guano Café, no Zuano Point

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Local ideal para um lanche ou uma bebida refrescante.

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As formações rochosas do Grand Canyon.

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Panorâmica do Zuano Point, a partir do monte

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A beleza agreste do canyon.

Depois de conhecer o Eagle Point você embarca novamente no ônibus – eles passam de 15 em 15 minutos- e segue para o Zuano Point. No local, há um bar e outra bela vista do canyon. O desafio aqui é encarar a subida em um pequeno monte para ter uma panorâmica do local.

Como não fui no Grand Canyon South não tenho parâmetros para comparar, mas acho que vale sim conhecer o lado West desse belo e famoso cenário natural dos Estados Unidos.

One thought on “Estados Unidos: bate-volta de Las Vegas ao Grand Canyon”

  1. Marcio Mamed disse:

    Excelente!

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