18/05/2024

Centro Cultural Usina Chaminé interpreta a Amazônia através dos sentidos

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Com características neorrenascentistas, o prédio tem uma chaminé de 24m, construída com tijolos. Foto: Tereza Cidade

 

OBS: A exposição “Os Sentidos da Amazônia” foi desativada em 2018 pela Secretária de Estado de Cultura (SEC). O Teatro Chaminé ainda fica aberto ao público para visitação gratuita, mas raramente há alguma atividade ou exposição temporária no local. 

Originalmente, o prédio do Centro Cultural Usina Chaminé foi construído apenas para ser uma estação de tratamento de esgoto, há mais de 100 anos. Hoje, o espaço abriga exposições permanentes e atividades culturais e musicais, com programações gratuitas para visitantes de todas as idades. De show de rock a atividades destinadas ao público infantil. No entanto, é a exposição “Os Sentidos da Amazônia” o principal atrativo do espaço. É ideal para quem quiser, literalmente, sentir a região, conhecer suas essenciais e seus frutos.

A visita começa pela Sala Jerusa Mustafa, a do Paladar e Olfato, onde o visitante faz um “passeio” pelas essências da flora amazônica, algumas delas matéria-prima de perfumes e demais produtos cosméticos. Em cada vidrinho, o visitante pode sentir os aromas do pau-rosa, da preciosa, do cumaru, do patchuli, do breu-branco, da andiroba e da copaíba. Também pode conhecer frutos, como o ouriço-de-castanha, e condimentos típicos da região.

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O prédio foi construído em 1910 e foi tombado como patrimônio histórico do Estado em 1988. Foto: Ingrid Anne/Divulgação

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Na Sala do Paladar e Olfato, vidrinhos trazem os cheiros das essências da flora amazônica. Fotos: Tereza Cidade

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Uma mostra do que a floresta pode oferecer.

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Os aromas das cascas e raízes de árvores.

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Produtos amazônicos, como os vários tipos de farinha, a castanha e temperos.

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Espaço da Sala do Paladar e Olfato.

Na Sala José Rezende, a do Tato, o visitante conhece produtos de artesanato, entre eles objetos produzidos com matéria-prima extraída de palmeiras da região, como cocares, rede de tucum e cestas de arumã. Esculturas de animais da fauna amazônica em diferentes tamanhos também embeleza a exposição.

Depois, é a vez da Sala Sérgio Cardoso, da Audição e Visão, que traz vídeos sobre a Amazônia, além de objetos musicais indígenas, como tambores, chocalhos e o “pau da chuva”.

Aqui também há fotografias de vários períodos da história de Manaus, especialmente a partir do final do século XIX, com textos que transmitem as impressões dos estrangeiros que passaram e/ou moraram na capital amazonense.

Passear no Chaminé é uma oportunidade de conhecer um dos prédios mais bonitos do Centro de Manaus e observar o seu redor, com embarcações típicas da região amazônica ancoradas à margem do Igarapé de Educandos, afluente do rio Negro.

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Artesanato exposto na Sala do Tato.

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Esculturas indígenas.

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A onça pintada, maior predador da Amazônia, tem várias esculturas no espaço.

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A cultura indígena exposta na Sala do Tato.

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O trançado das cestarias indígenas.

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As cestarias são feitas com folhas de palmeiras da Amazônia.

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Onça pintada e cestos amazônicos.

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Trançado de fibra de Arumã natural pigmentada em vermelho e preto.

Do lado externo, o visitante pode conhecer uma réplica dos bondes que circularam em Manaus no período áureo da borracha. O veículo faz parte da exposição permanente do Chaminé e o visitante pode, inclusive, entrar e sentar nos bancos e registrar o momento.

História

O nome do espaço é uma referência a uma chaminé de 24 metros instalada na época de sua construção. A construção do prédio tinha a função original de fazer o tratamento do esgoto, como parte do serviço da empresa inglesa Manaos Improviments, concessionária de serviços de saneamento. No entanto, a usina de saneamento de esgoto nunca funcionou. Em 1913, a população destruiu o escritório da empresa, revoltada porque o sistema ainda não estava funcionando. A obra acabou ficando inacabada.

Durante várias décadas, o espaço ficou sem uso, quase abandonado. Em 1988 foi tombado pelo governo do Amazonas e em 1993 foi reformado e transformado em centro de artes, abrigando a Pinacoteca do Estado, que depois foi deslocada para o Palacete Provincial. Quatro anos depois foi fechado para obras de ajustes e reaberto em 2002, com espaços para exposições, teatro, apresentações musicais e área infantil.

 

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Sala da Visão e Audição, que exibe vídeos sobre a Amazônia.

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Instrumentos musicais usados pelos índios, como o chocalho de perna.

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Pau de chuva, que mistura sementes e areia para reproduzir o som desse fenômeno meteorológico.

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Um dos 26 janelões que compõem a estrutura da Usina Chaminé, de onde é possível ver o rio e os palafitas que compõem a paisagem.

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A Usina Chaminé oferece uma variada programação para as crianças.

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Outro ambiente dedicado às crianças.

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Bonde do início do século fica exposto na área externa da Usina Chaminé.

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A Usina Chaminé tem 26 janelas e cinco portas.

 

Serviço:

Centro Cultural Usina Chaminé

Endereço: avenida. Lourenço Braga, s/n (via mais conhecida como Manaus Moderna), Centro.

Telefones (92) 3636-7196/3234-7156.

Horários de funcionamento: 13h às 17h, de segunda-feira a sábado; e das 11h às 15h, aos domingos.

Entrada franca.

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2 thoughts on “Centro Cultural Usina Chaminé interpreta a Amazônia através dos sentidos”

  1. Maria da conceicao almeida de lima disse:

    Vou fazer e levar meus netos para apreciar a beleza deste acervo .

  2. Gisela Oliveira disse:

    Lindo demais!!!

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