06/11/2019

Terra dos Bumbás tem deliciosa e variada culinária. Saiba onde comer em Parintins

Prato premiado em concurso em Parintins.

    Pirarucu grelhado com creme de taperebá, arroz e farofa de tucumã-piranga do restaurante Refúgio da Ilha, que participou do Festival Brasil Sabor. Foto: Secom/Divulgação

Texto: Peta Cid 

Rica, saborosa, diversificada e com um toque caboclo peculiar do parintinense, a culinária da ilha do boi-bumbá, Parintins, se destaca por servir pratos típicos que misturam paladares da tradição com uma pitada de inovação, introduzindo temperos e sabores que a natureza generosa da Amazônia oferece.  Assados, fritos, cozidos, ao molho de escabeche, a milanesa, no tucupi, com pasta de tucumã ou no molho de taperebá, o peixe é o prato preferido, seguido de perto pelo pato e a galinha caipira.

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Neste recanto encantado, banhado pelas águas do gigante Amazonas, no coração da selva, o arquipélago onde está Parintins é entrecortado de lagos, furos, restingas, paranás e igapós, moradas perfeitas para a farta variedade de peixes da gastronomia regional. Tambaqui, bodó, tucunaré, pacu, curimatã, jaraqui, matrinchã e pirarucu são os mais apreciados.

Dos chefs dos restaurantes que servem cardápio variado ao vendedor que mantém uma churrasqueira na esquina, as receitas, mesmo aquelas com requinte, mantém o gosto apurado transmitido de geração a geração.

É assim na Peixaria do Coroa, localizada na curva mais famosa da orla, na rua Faria Neto, 2600.  São mais de 15 anos de tradição servindo pratos deliciosos como escabeche de tucunaré, caldeirada de tambaqui, tucunaré à milanesa, jaraqui, tambaqui e pacu fritos e assados, acompanhados de molhos de tucupi, pimenta, feijão e farofa. Sempre com o sorriso estampado, Adailton Tenório da Paz, 53, o Coroa, e sua esposa Rose Souza, 46, são os anfitriões que primam pelo bom atendimento que supera as expectativas.

Lá é casa cheia, especialmente pela magia do lugar. Visitantes e parintinenses tem o privilégio de almoçar à sombra das árvores, de frente para o rio Amazonas, com o vento soprando no rosto e ouvindo toada de boi-bumbá. E no fim de tarde é lá que se tem a visão mais bonita do por do sol da ilha.

“Nosso ritmo aqui é toada e fazemos questão de atender bem os clientes. Já passaram muitas pessoas famosas por aqui, até o grupo Raça Negra provou nosso peixe. Espero que voltem”, orgulha-se Coroa.  A Peixaria também tem outras opções no cardápio e uma delas é a galinha caipira, servida da forma tradicional, guisada, com farofa, macarrão, arroz, feijão e macaxeira frita. “A galinha é um prato muito saboroso e servimos a caipira mesmo, aquela criada com milho no quintal”, revela.

Restaurante Coroa's, em Parintins

Adailton Tenório da Paz, o Coroa, servindo tucunaré no escabeche. Foto: Peta Cid.

Tucunaré frito do Coroa’s. Foto: Divulgação

Pacu frito. Foto: Divulgação

Escabeche de tucunaré. Foto: Divulgação

Galinha caipira e guarnições. Foto: Divulgação

 

Receita premiada

Descendo a rua Faria Neto, no Restaurante DuPreto, outras delícias regionais à base de peixe são oferecidas em self service. Mas a que melhor representa a inovação na culinária é o filé de peixe DuPreto, preparado com filé de pirarucu grelhado, farofa de banana e tucumã, arroz de tucupi com jambu e por cima a pasta de tucumã com queijo coalho.  A receita do chef Carlos Alberto Mota foi vencedora do concurso Culinária Parintintin, promovido pela Prefeitura e representou o município na Feira de Gastronomia e Turismo do Amazonas, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCA).

“Procuramos sempre inovar, introduzir os sabores da terra nas receitas para que o visitante que vem a Parintins tenha opções no cardápio. Fiquei muito feliz de ter conquistado o primeiro lugar no concurso da Prefeitura e de ir a Manaus representar nossa cidade”, afirmou.  O restaurante também se especializou no preparo de tambaqui na brasa, caldeirada de tambaqui e pirarucu ao molho de camarão.

Popular e com muitas histórias na ponta da língua é assim que o Paulo “Lengua de Fuego”, 55,  recebe os clientes no restaurante A Birosca, na esquina das ruas Paes de Andrade com Getúlio Vargas. Onze anos atuando como chef de cozinha, ele comemora o sucesso do restaurante que vende comidas típicas, variadas espécies de peixe assado, galinha caipira, pato no tucupi e muitas outras receitas.

“Aqui nós somos especializados em comida regional, quem vem de fora está cansado da comida de seu lugar de origem, quer provar os nossos temperos e nós queremos mostrar aos turistas que sabemos cozinhar”, fala Paulo, orgulhoso por estar entre as boas referências da cidade quando o assunto é comida regional.

É o Paulo, sempre com muito bom humor e boa conversa, que vai para cozinha preparar a maioria dos pratos e supervisionar cada detalhe do dia a dia do restaurante.  “Nosso foco é atrair o turista que deseja comer bem sem ser explorado”, salienta.

Filé de Peixe DuPreto, com filé de pirarucu grelhado, farofa de banana e tucumã, arroz de tucupi com jambu e molho de tucumã com queijo coalho. O prato foi o vencedor do concurso Culinária Parintintin. Foto: Divulgação.

O chef Carlos Mota com o prato premiado no concurso de culinária de Parintins deste ano. Foto: Secom/Divulgação

Restaurante Birosca, em Parintins

Paulo ‘Lengua de fuego’ mostra o tambaqui assado da Birosca.

 

Galinha caipira das boas

No início da estrada do Parananema, bem perto do portal da cidade, o restaurante Refúgio da Ilha chama a atenção pelo visual bucólico, com muito verde e o ar puro da floresta. É neste cenário rústico que a dona Helena Paes de Oliveira, 67, serve a tradicional galinha caipira, preparada com legumes, guisada, cabidela, no tucupi e assada.

“Temos agora uma novidade, além dos temperos que dão um sabor especial ao prato, servimos galinha no molho do araçá-boi. Fica uma delícia, temperada de um dia para o outro que dá vontade de comer até o osso de tão gostosa”, conta. Dona Helena mantém lá mesmo uma criação de galinhas caipiras para atender a demanda do restaurante. Tudo feito com muito carinho, bem ao estilo do lugar aconchegante.

Receitas especiais de peixe também estão no cardápio como o pirarucu grelhado com creme de taperebá, arroz e farofa de tucumã-piranga. Esse prato já participou do Festival Brasil Sabor, especialidade do filho Heleno Paes, 44. Ele reclama por mais investimento e incentivo no setor da gastronomia e sustenta que o turista se apaixona pela culinária local, mas falta mais valorização.  “Temos as receitas, as pessoas querem experimentar novos sabores porque a gastronomia conta a história de uma região. É um ciclo, gera renda desde o pescador que fornece o produto até o pessoal que trabalha conosco”, pondera.

Parintins fica na divisa com o Pará e o Pato no tucupi é uma influência do estado vizinho.

Dona Helena e o filho Heleno, no Refúgio da Ilha. Foto: Divulgação

Bodó assado em Parintins

Raimundo Canto, o ‘Louro do Bodó’, com o assador Nildo Soares, vende mais de 100 bodós por dia, em Parintins.

O bodó é uma iguaria muito apreciada pelos moradores e disponível em várias bancas nas ruas da cidade. Foto: Peta Cid.

 

Vai um bodó aí?

Em vários pontos e esquinas da cidade, um cheiro característico exala no ar pedindo um tucupi com pimenta malagueta, cheiro verde, pimentão, tomatinho e limão para o vinagrete. É o bodó assado na brasa, que sai na hora, quentinho, direto para os pratos de quem valoriza o peixe cascudo acompanhado de farinha d’água.

Cem bodós assados por dia é quanto vende o Raimundo Canto, 60, o Louro do Bodó, que há 20 anos sustenta a família com o comércio do peixe assado. Na sua banca simples da rua Paraíba,  o fogareiro ardente faz fumaça chamando a freguesia. “Não tem outro peixe pra bater o bodó, vendo 100 unidades por dia. No Festival, Ave Maria, sai muito. Chega a 400 peixes numa manhã e a fila é enorme”, revela.

Com a ajuda do assador Nildo Soares, 37, Louro diz que é desgastante por causa do calor, mas é seu ganha pão. “É sacrificoso, mas a gente vende e sustenta a família”, diz o vendedor.

Grande parte dessas iguarias, devido a superlotação da cidade nos três dias do festival, ficam ‘invisíveis’ ao visitante. Anote os recantos da cidade citados acima para poder ter acesso a elas.

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