21/07/2019

Mangal das Garças, um oásis no coração de Belém

Mangal das Garças visto do alto do Farol de Belém. Fotos: Tereza Cidade

Belém, no Pará, reserva algumas boas surpresas para os visitantes. O Parque Naturalístico Mangal das Garças é uma delas. Com lagos, aves, vegetação típica, restaurante e vistas espetaculares, o local representa um pedaço de toda a riqueza amazônica, um oásis em pleno coração da cidade.

Criado pelo Governo do Pará em 2005, o parque é o resultado da revitalização de uma área de cerca de 40.000 metros quadrados às margens do Rio Guamá, no centro histórico de Belém. A área alagada com um extenso aningal se transformou em um dos recantos mais bonitos de Belém.

O local aproveitou ao máximo as condições paisagísticas do terreno, procurando apresentar as diferentes macrorregiões florísticas do Pará: as matas de terra firme, as matas de várzea e os campos, com sua fauna. Aliás, a preocupação com a vegetação e a fauna é um dos traços marcantes do parque. Todas as árvores originais foram mantidas e preservadas, sendo possível encontrar bacurizeiros, aningal, açaizeiros e mangueiras.

O ambiente também foi todo estruturado para receber as aves. O viveiro, por exemplo, sofre a influência das marés, o que permite a adaptação de aves aquáticas. O espaço também recebe animais visitantes. Cerca de 50 a 60 garças visitam regularmente o Viveiro. Elas são atraídas por um lago artificial, criado especialmente com esse intento. No local também são encontrados flamingos e a borboleta Júlia, espécie que tem vida mais longa atingindo até seis meses.

 

Visitação

A entrada no Mangal das Garças é franca, exceto nos espaços de visitação monitorada: Borboletário José Márcio Ayres, Farol de Belém, Viveiro das Aningas, e Memorial Amazônico da Amazônia. O espaço abre diariamente das 09h às 18h, exceto na segunda-feira quando fecha para manutenção.

 

Restaurante Manjar das Garças.

As garças ficam soltas no parque.

Lago da Ponta com o Farol de Belém ao fundo.

Praça Murmúrio das Águas, na entrada do parque.

Camaleões e garças circulam livremente.

Traçado arquitetônico valoriza as águas e esculturas.

 

Conheça os espaços dentro do Mangal das Garças

Memorial Amazônico da Navegação

O Memorial Amazônico da Navegação é um ambiente atrativo e diferente. Toda a estrutura do local é feita em ipê. O telhado do prédio é todo revestido de palha, já o piso da parte interna é de pedra-sabão, e os painéis com os textos históricos são feitos de ferro.

Os visitantes encontram também os três aspectos da evolução dos meios de transporte de navegação na Amazônia: o aspecto militar, (representado pela Marinha do Brasil); o comercial representado por um breve histórico da Enasa; e o regional, revelado na exposição de barcos que são muitos utilizados na região Norte.

 

Farol de Belém

Fica próximo ao Viveiro. É uma torre em estrutura metálica de 47 metros de altura e dois níveis de observação, a 15 e a 27 metros, que oferece uma panorâmica da cidade. O farol no topo está inscrito nas cartas náuticas brasileiras.

 

Viveiro das Aningas

O Viveiro de Aves foi montado em uma estrutura metálica que permite sustentar uma leve tela, onde o visitante pode internamente apreciar mais de 35 espécies de aves moradoras do local.

 

Restaurante Manjar das Garças

Com uma arquitetura que favorece a sua integração com o ambiente, o Restaurante Manjar das Garças é um lugar agradável, com uma das melhores vistas da cidade. Serve buffet variado no almoço (R$ 65) e jantar à la carte.

Funciona de terça a quinta-feira, das 12h às 15h e das 20h à 0h; às sextas e sábados, das 12h às 16h e das 20h à 0h; e aos domingos, abre apenas para almoço.

 

Mirante do rio

A partir do pavilhão central do restaurante Manjar das Garças, numa elevação avança sobre a vegetação nativa e dá acesso a uma passarela de 100 metros sobre a várzea, permitindo uma vista ampla do rio Guamá e do centro histórico de Belém.

 

Lago Cavername & Lago da Ponta

Lagos artificiais, redutos de aves pernaltas, marrecas e quelônios. Em destaque a escultura em madeira do artista plástico Geraldo Teixeira, no primeiro, e vitórias-régias, no segundo.

 

Fonte de Caruanas

Cascata de pedra próxima ao Armazém do Tempo, onde nasce um riacho. Em destaque a escultura de bronze da artista plástica Sônia Ebling.

 

Borboletário

Homenagem ao cientista paraense José Márcio Ayres, o viveiro de borboletas e beija-flores permite a visita interna. Tem vegetação propícia às espécies, cascatas e espelhos d água. No Mangal das Garças são produzidas mensalmente mais de 5 mil borboletas adultas, sendo cada animal produzido identificado e registrado. Entre as espécies produzidas, estão à borboleta olho de coruja (caligo illoneus), ponto de laranja (anteosmenippe), Júlia (dryas iulia), brancão (ascia monusti) e battus (battus polydamas).

 

Armazém do Tempo

Antigo galpão de ferro pertencente à Empresa de Navegação da Amazônia S/A (ENASA) usado como oficina mecânica no reparo de embarcações, foi restaurado e hoje serve como espaço permanente para exposições.

Criado em 2005, o parque é o resultado da revitalização de uma área de cerca de 40.000 metros quadrados.

Área dos flamingos.

Escultura em madeira do artista plástico Geraldo Teixeira.

Reserva José Márcio Ayres (Borboletário).

Lago do Cavername.

Restaurante Manjar das Garças, com mirante na beira do rio Guamá.

Farol de Belém, torre em estrutura metálica de 47 metros de altura e dois níveis de observação, a 15 e a 27 metros.

O restaurante Manjar das Garças oferece buffet no almoço e jantar a la carte.

Outro detalhe do Mangal das Garças.

As garças se espalham por todos os lados.

Na construção do parque, o Aningal foi preservado.

O acesso ao alto do Farol de Belém é pago.

 

Serviço:

Parque Naturalístico Mangal das Garças

Entrada franca

Reserva José Márcio Ayres (Borboletário) – R$ 5

Farol de Belém – R$ 5

Viveiro das Aningas – R$ 5

Memorial da Navegação da Amazônia – R$ 5

Passaporte (preço único para todos os espaços) – R$ 15

Estacionamento Privativo com 107 vagas R$5,50 (primeira hora), R$5 a hora e/ou fração de hora. A tolerância para embarque e desembarque é de 10 minutos. O ticket perdido é R$20,50

As terças-feiras a visitação do Memorial Amazônico da Navegação é gratuita.

Estudantes pagam meia-entrada nos espaços.

Horário de funcionamento: O espaço abre diariamente das 09h às 18h, exceto na segunda-feira quando fecha para manutenção.

 

 

One thought on “Mangal das Garças, um oásis no coração de Belém”

  1. Maria Leonice disse:

    Sou Paraense, moro no Rio de Janeieo, estive aí no Magal das Garças, 3anos atraz,e este lugar estava abandonado. O borboletario vazio. Uma pena, um lugar tào bonito.

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